junho 21, 2006
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6 Comments:
, observo uma árvore de flores roidas. & as folhas? brincam ao dia azulado...
|abraços meus|
o silêncio muitas vezes torna a distância um mundo intransponível
[dentes de sabre estraçalhando nuvens-sonhos-azuis]
hoje acordei sem sonhos - havia paredes do lado de lá
procurei girassóis e recebi gargalhadas na cara
[olhem só, ele acreditou mesmo que seria feliz - tolo!]
há muito perdi meu exército de quatro soldados de chumbo
[eles protegiam-me a cada estação]
restam-me uma estrela de david e uma bala perdida
e não deflagrada que achei na rua anos atrás
tenho também um cavalo marinho que foi da minha mãe
e um lado d'um brinco de pena que penso ser teu
– mas você nunca esteve aqui –
EXISTEM INSTANTES QUE FICAM
nossa eternidade com gosto de chuva
é assim que me faço menino
CHUVA
e é assim que tenho você comigo
AMANHECES MEUS GIRASSÓIS
Marianna, tu consegues com a essência das palavras transformar o momento. Tu lembras de uma das formas de apreciar um bom vinho, que comentei? Tu jogas em face como saborear uma “oração”! Transformador imergir em teu blog! ATOrdoado com o desejo de querer mais, beijos, David Pontes.
um quintal tapado de folhas de mangueira! (é mangueira?)... outra memoria de criança. que bom!
eu já rasguei todas as palavras
e ruminei todas as imagens
destituí os impérios teus
mendiguei as fraquezas minhas
acolhi quem não existia
expulsei quem incomodava
& fiz drama
& fiz dor
com cheiro de nunca mais
[eu apaguei tuas marcas da minh’alma
acreditando que de mim tu sumirias]
e quanto mais eu me afastava
mais perto eu chegava
e quanto mais eu desistia
mais em ti eu acreditava
e quanto mais eu fraquejava
mais de ti eu precisava
já amanhecia
no meu quarto insone
quando eu soube
completamente derrotado
que era ciúme
o que me devorava.
e que fique registrado...ouvindo my melancholy blues.
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