junho 21, 2006

...
É outono embaixo da árvore de folhas caídas

- O verão levou a cor dos dias azuis
e das folhas que brilhavam ao sol -

Mas as gargalhadas persistem pelo bosque de árvores caducas
e balanços de corda a embalar infância

6 Comments:

Anonymous Anônimo said...

, observo uma árvore de flores roidas. & as folhas? brincam ao dia azulado...

|abraços meus|

23 junho, 2006 23:50  
Blogger douglas D. said...

o silêncio muitas vezes torna a distância um mundo intransponível

[dentes de sabre estraçalhando nuvens-sonhos-azuis]

hoje acordei sem sonhos - havia paredes do lado de lá
procurei girassóis e recebi gargalhadas na cara

[olhem só, ele acreditou mesmo que seria feliz - tolo!]

há muito perdi meu exército de quatro soldados de chumbo

[eles protegiam-me a cada estação]

restam-me uma estrela de david e uma bala perdida
e não deflagrada que achei na rua anos atrás
tenho também um cavalo marinho que foi da minha mãe
e um lado d'um brinco de pena que penso ser teu
– mas você nunca esteve aqui –

EXISTEM INSTANTES QUE FICAM
nossa eternidade com gosto de chuva
é assim que me faço menino
CHUVA
e é assim que tenho você comigo
AMANHECES MEUS GIRASSÓIS

24 junho, 2006 11:25  
Anonymous Anônimo said...

Marianna, tu consegues com a essência das palavras transformar o momento. Tu lembras de uma das formas de apreciar um bom vinho, que comentei? Tu jogas em face como saborear uma “oração”! Transformador imergir em teu blog! ATOrdoado com o desejo de querer mais, beijos, David Pontes.

27 junho, 2006 18:47  
Blogger RodD said...

um quintal tapado de folhas de mangueira! (é mangueira?)... outra memoria de criança. que bom!

27 junho, 2006 21:11  
Anonymous Anônimo said...

eu já rasguei todas as palavras
e ruminei todas as imagens
destituí os impérios teus
mendiguei as fraquezas minhas
acolhi quem não existia
expulsei quem incomodava
& fiz drama
& fiz dor
com cheiro de nunca mais
[eu apaguei tuas marcas da minh’alma
acreditando que de mim tu sumirias]

e quanto mais eu me afastava
mais perto eu chegava
e quanto mais eu desistia
mais em ti eu acreditava
e quanto mais eu fraquejava
mais de ti eu precisava

já amanhecia
no meu quarto insone
quando eu soube
completamente derrotado
que era ciúme
o que me devorava.

28 junho, 2006 05:23  
Anonymous Anônimo said...

e que fique registrado...ouvindo my melancholy blues.

28 junho, 2006 05:24  

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