Da lágrima que escorre
Lentamente
Pela face
Alimentando a angústia
que esmaga o peito
e consome as entranhas
É estranha a dor, que invade e deturpa
Feito fogo cálido que consome a madeira, e irradia chamas, e espalha brasa, e termina em cinzas
Deveria ser silêncio, mas interrompeu a noite um grito da dor
que incandescia as entranhas de uma pobre alma
vazia
O que sobrava a ela?
Não havia sorte
Restava só a morte
Pois dela nada se ouvia, nada se via
Mas ela podia perceber que ainda havia sentimento
E pediu que não fosse só aquilo
o que a queimava por dentro
mas orou para que fosse eterno
Dentre aquelas almas que vagueavam pela noite
seu rumo perdido visava a escuridão
e a guiava para lugar algum
entre as sombras de seus pensamentos
Não havia luz
Não havia sol por chegar
Ela fez da madrugada
seu recanto intangível
para fugir do medo
se resguardando nele
Ela fez da madrugada
seu refúgio, seu lar
para escapar dos que lhe queriam ouvir
e calar
poder ver os que há muito precisava sentir
por instantes infindos
de solidão
A solidão que buscava, que tentava apanhar com as mãos
E a todo custo, tentava se livrar
Lentamente
Pela face
Alimentando a angústia
que esmaga o peito
e consome as entranhas
É estranha a dor, que invade e deturpa
Feito fogo cálido que consome a madeira, e irradia chamas, e espalha brasa, e termina em cinzas
Deveria ser silêncio, mas interrompeu a noite um grito da dor
que incandescia as entranhas de uma pobre alma
vazia
O que sobrava a ela?
Não havia sorte
Restava só a morte
Pois dela nada se ouvia, nada se via
Mas ela podia perceber que ainda havia sentimento
E pediu que não fosse só aquilo
o que a queimava por dentro
mas orou para que fosse eterno
Dentre aquelas almas que vagueavam pela noite
seu rumo perdido visava a escuridão
e a guiava para lugar algum
entre as sombras de seus pensamentos
Não havia luz
Não havia sol por chegar
Ela fez da madrugada
seu recanto intangível
para fugir do medo
se resguardando nele
Ela fez da madrugada
seu refúgio, seu lar
para escapar dos que lhe queriam ouvir
e calar
poder ver os que há muito precisava sentir
por instantes infindos
de solidão
A solidão que buscava, que tentava apanhar com as mãos
E a todo custo, tentava se livrar

1 Comments:
A solidão por vezes estrangula – quando deixamos de ser companhia.
A solidão não duvida nem titubeia – olha direto nos olhos.
A solidão tem dedos magros e longos – sabe onde a nossa dor está escondida.
[fiel, repousa em silêncio no lado de dentro da esperança]
Postar um comentário
<< Home