Furo a bolha:
pus.
não me exponho.
chaga.
cicatriz.
abstenho-me.
Não pertenço a isso
que me repele.
Eu não pertenço a isso
que não me pertence.
Desde que se fez a bolha
e nela o mundo ficou restrito
ao mundo, e eu
a mim
não tento ir além
do que um simples buraco para respirar.
Mas nunca passa
aquela terrível sensação
de mãos agarradas ao pescoço
- sufocar...
E cada gole, cada respiração
aparentam matar um pouco mais.

4 Comments:
Gotejante veneno
Puro ar puro
Descendo
Corpo abaixo
Narinas vedadas
Coração estacionado
Punho enfiado no eixo do amor
Só o que importa é a queda.
tuas letras tem o sabor da despedida e da ausencia profunda,pela qual tanto me identifiquei.
que sufocante esse poema.
ai
Conheço o sentimento,
mas que poema bom!!!!
adoro o jeito e os trejeitos dos seus ditos em escritos!
BeiJardins
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