dezembro 15, 2006

Furo a bolha:
pus.
não me exponho.
chaga.
cicatriz.
abstenho-me.
Não pertenço a isso
que me repele.
Eu não pertenço a isso
que não me pertence.
Desde que se fez a bolha
e nela o mundo ficou restrito
ao mundo, e eu
a mim
não tento ir além
do que um simples buraco para respirar.
Mas nunca passa
aquela terrível sensação
de mãos agarradas ao pescoço
- sufocar...
E cada gole, cada respiração
aparentam matar um pouco mais.

4 Comments:

Blogger douglas D. said...

Gotejante veneno
Puro ar puro
Descendo
Corpo abaixo
Narinas vedadas
Coração estacionado
Punho enfiado no eixo do amor
Só o que importa é a queda.

15 dezembro, 2006 17:18  
Anonymous Anônimo said...

tuas letras tem o sabor da despedida e da ausencia profunda,pela qual tanto me identifiquei.

26 dezembro, 2006 18:04  
Blogger A czarina das quinquilharias said...

que sufocante esse poema.
ai

27 dezembro, 2006 08:53  
Blogger Leandro Jardim said...

Conheço o sentimento,
mas que poema bom!!!!

adoro o jeito e os trejeitos dos seus ditos em escritos!

BeiJardins

07 janeiro, 2007 18:12  

Postar um comentário

<< Home