setembro 29, 2007


A chuva veio apressada, molhando

a varanda e os vasinhos

e as plantas e sementes

e as plantas que 'inda hão de nascer.

Veio rápida, molhando as roupas

que secavam no varal, balançando

como lenços frenéticos de uma chegada

num domingo azul.

Veio ligeira,

deixando o céu cinza,

sem fazer o sol se esconder

atrás das nuvens

e parar de brilhar.

Veio, fugaz,

deixando pendurados no fio

apenas alguns prendedores,

alguns pássaros molhados

e umas gotas brilhando o céu.


Fugidia, a chuva

trouxe a água, caiu e passou.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

E pelo cheiro da chuva,
eu vim...
Com o cheiro da terra molhada de saudades líquidas,
fiquei.

Beijos.

Katyuscia.

10 dezembro, 2009 21:38  

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