
A chuva veio apressada, molhando
a varanda e os vasinhos
e as plantas e sementes
e as plantas que 'inda hão de nascer.
Veio rápida, molhando as roupas
que secavam no varal, balançando
como lenços frenéticos de uma chegada
num domingo azul.
Veio ligeira,
deixando o céu cinza,
sem fazer o sol se esconder
atrás das nuvens
e parar de brilhar.
Veio, fugaz,
deixando pendurados no fio
apenas alguns prendedores,
alguns pássaros molhados
e umas gotas brilhando o céu.
Fugidia, a chuva
trouxe a água, caiu e passou.

1 Comments:
E pelo cheiro da chuva,
eu vim...
Com o cheiro da terra molhada de saudades líquidas,
fiquei.
Beijos.
Katyuscia.
Postar um comentário
<< Home